Pesquisar este blog
quarta-feira, 6 de março de 2013
ONU reconhece esforços do Brasil em luta contra tráfico de drogas
A devastação das drogas sintéticas
A devastação das drogas sintéticas
Culto de Domingo (03/03/12)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Crack: entenda diferenças entre internação voluntária, involuntária e compulsória
Grande parte da imprensa e do público confunde compulsória com involuntária
Voluntária
Internação feita com apoio e vontade do dependente. O usuário não oferece resistência quando procurado por agentes ou familiares interessados em interná-lo. Em alguns casos, o próprio dependente, sozinho ou acompanhado, procura o departamento de saúde pública especializado para se internar. Não é necessária autorização judicial.
Involuntária
Casos em que familiares ou responsáveis pedem a internação do dependente contra a sua vontade. É feita pelo serviço especializado; em algumas ocasiões, conta com ajuda policial. É o caso típico de pais, avós ou responsáveis que procuram ajuda do serviço público quando o dependente desaparece de casa por causa do vício. Ou passa a vender e trocar por droga seus objetos e os de familiares. Ou ainda quando agride familiares. Não é necessária autorização judicial.
Compulsória
Ocorre quando a Justiça autoriza a internação sem pedido dos responsáveis e contra, ou à revelia, da vontade do dependente. Ela ocorre basicamente em dois cenários. O primeiro é quando a pessoa atenta contra a própria vida ou não consegue protegê-la. Exemplo: um dependente vítima de doença grave sozinho nas ruas e com risco de perder a vida. O segundo é quando o usuário coloca em risco a vida de outros. Exemplo: alguém que ameaça matar ou ferir pessoas em locais públicos. Na internação compulsória, é necessária autorização judicial, normalmente dada após pedido do Ministério Público.
Crack deixa sequelas em familiares dos dependentes
Durante a primeira semana do programa de internação compulsória no Estado de São Paulo, mães de viciados em crack têm recorrido ao serviço para internar os filhos. Nesta quinta-feira (24), a reportagem do R7 testemunhou o desespero de G.R*, 45 anos, no Cratod, em busca de ajuda para internar o filho J.R*, 27, que acabava de ver chapado de crack na cracrolândia, ponto de consumo da droga ali do lado.
Trêmula, com os olhos marejados, mostrando os braços manchados por traumas e queimaduras, ela detalha seu drama.
— O J. é o mais velho dos meus três filhos. Não liga mais para nada, fuma essa praga deste crack em casa. Trocou todas as suas roupas por droga, deu bermudas e camisas dos irmãos em troca desta porcaria e ficou preso por um ano e oito meses por tráfico. E acredite: ameaçou-me de morte com faca por várias vezes. A última delas foi neste último sábado.
Os casos dos filhos de Janecleide, outra mãe de viciado em crack ouvida pelo R7, e G. são típicos de internação involuntária, ou seja, aquela em que os pais querem, mas os dependentes não.
Entretanto, esse não é um exemplo de internação compulsória, como foi confundido pela maior parte das pessoas e da imprensa até agora (veja abaixo as diferenças entre os tipos de internação).
Leia mais notícias de São Paulo
Internação voluntário de um viciado em crack: uma saída possível
O que está por trás das duas situações é uma dependência voraz, fulminante e mortal, que acaba com a vida em pouco tempo. E infelizmente, tem índices de recuperação de no máximo 2% nos casos em que o dependente se interna contra a sua vontade.
De qualquer forma, é sempre importante tentar.
* Os nomes não foram revelados a pedido da entrevistada
Em 2012, São Paulo teve 5,3 mil internações à força
Internação compulsória pode desrespeitar direitos individuais, critica ex-ministro de Lula
O ex-ministro da Saúde do governo Lula José Gomes Temporão criticou a política do governo de São Paulo de implementar o programa de incentivo à internação compulsória de dependentes de crack.
Após participar de um evento promovido pelo Instituto Lula na manhã desta segunda-feira (21), em São Paulo, Temporão disse que é preciso colocar a saúde pública em primeiro lugar nestes casos e, com esse tipo de internação, a ação estadual corre o risco de se transformar em uma política higienista.
— Pode-se correr o risco de se caminhar nesse sentido (da política higienista) e que se esteja desrespeitando direitos individuais.
Leia mais notícias de São Paulo
Ex-viciados ajudam a convencer usuários de crack a se internar volutariamente
No dia em que o governo de São Paulo iniciou o programa de incentivo à internação compulsória de dependentes químicos da cracolândia, o ex-ministro (que hoje atua como diretor executivo do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde) se disse contra as "políticas autoritárias" criadas "no afã de responder a pressão da opinião pública".
— Talvez esteja faltando um pouco mais de diálogo entre os setores, onde as garantias dos direitos individuais sejam preservadas e a proteção e o cuidado se dê sem descambar para o autoritarismo e para a repressão, sem abrir mão do tratamento.
O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos do governo Lula Paulo Vannuchi também defendeu o diálogo e a ação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal. Para o ex-ministro, não se pode pegar casos de dependentes em situação limite e os transformar em regra.
Leia mais notícias na nova home do portal R7
— A estratégia da repressão está fracassada.
Mães de viciados em crack pedem socorro na primeira semana do programa de internação em São Paulo
FONTE: R7
Texto: Eduardo Marini, do R7
Daia Oliver/R7
Janecleide Viana, 40, levou o filho viciado em crack para um centro de atendimento de SP, mas o jovem acabou fugindo
O programa de internação compulsória de dependentes químicos do governo do Estado de São Paulo transformou-se, cinco dias depois de sua implantação, em um grande incentivo para familiares de viciados procurarem o serviço público especializado com o objetivo de interná-los contra ou a favor de sua vontade.
Internação compulsória é aquela autorizada pelo juiz, quase sempre a pedido do Ministério Público, sem solicitação dos pais e responsáveis e independentemente da vontade do dependente químico. Quase sempre ela é aprovada pelas autoridades em dois casos.
O primeiro é o do dependente sozinho ou sem comunicação com familiares ou responsáveis com risco de perder a vida por doença grave. Exemplo: aquele usuário crônico de cocaína ou crack muito fragilizado ou em estado quase terminal por doenças oportunistas do vírus HIV.
O segundo caso é o de quem coloca em risco a integridade física ou a vida de outros com suas atitudes sob o efeito do entorpecente. Exemplo: alguém que ameace matar o ferir pessoas nas ruas para roubar ou conseguir dinheiro para comprar droga.
Leia mais notícias de São Paulo
Nessas situações, mesmo contra o desejo do dependente, e também sem pedido da família, a Justiça pode ordenar, a partir de um pedido do Ministério Público e baseada em um laudo médico, que o serviço público especializado faça a internação — se necessário com auxílio de força policial, ainda que o usuário, maior ou menor de idade, resista à determinação.
Para esses casos, o governo do Estado de São Paulo colocou, desde segunda-feira (21), juízes e promotores de plantão, das 9h às 13h, em seu serviço especializado, o Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas), no bairro do Bom Retiro, na região central de São Paulo.
Quando a internação é feita a partir de um pedido dos pais ou responsáveis e com a concordância do dependente, ela é chamada de voluntária. Nos casos em que é realizada por um pedido dos pais e responsáveis, mas contra a vontade do usuário, recebe o nome de involuntária.
Desde o início do programa, a maior parte do público e da imprensa fez confusão entre os tipos de internação, como explica o coordenador da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e também do projeto, o desembargador Antônio Carlos Malheiros.
— Grande parte do público e mesmo profissionais da imprensa confundem a internação involuntária, que não precisa de ordem judicial, com a compulsória, necessariamente dependente da determinação de um juiz. A rigor, desde o início do programa, na segunda-feira (21), ainda não tivemos uma internação compulsória sequer. Apenas voluntárias e involuntárias.
O juiz Samuel Karasin, um dos plantonistas do programa, acrescenta:
— Nos casos de internação compulsória, o dependente terá um defensor público para lutar por seus direitos, incluindo o de liberdade.
Internação compulsória pode desrespeitar direitos individuais, critica ex-ministro de Lula
Ex-viciados ajudam a convencer usuários de crack a se internar voluntariamente
No lugar das internações compulsórias, cresceu no Cratod nesta semana a busca de internações voluntárias e involuntárias por parte de pais, responsáveis e até dependentes.
Janecleide Viana, 40 anos, moradora de Cotia, na região metropolitana de São Paulo, é mãe de um viciado em crack. Ela chorava na porta do Cratod na tarde de quinta-feira (40) à procura do filho Jefferson Feitosa, 22, dependente de crack há um ano.
Jefferson, que também sofre de esquizofrenia, tentou matar a mãe com uma pedra de mármore e a avó materna com uma faca. No domingo (20), o jovem, em meio a uma síndrome de abstinência, exigia aos berros que comprassem crack para ele. No final da tarde, começou a ficar violento. Foi acorrentado pela família.
Dona Jane, como é conhecida entre os amigos, colocou uma cadeira no terraço e lá ficou, na fiscalização, sem dormir, até quarta-feira (23), quando conseguiu internar o filho no Cratod. Saiu de lá às sete da noite. Três horas depois, o filho fugiu — andando e pela porta da frente.
domingo, 6 de janeiro de 2013
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Século 21 convive com um novo perfil de morador de rua.
Cerca de 1% da população de uma cidade do porte de São Paulo, com aproximadamente 18 milhões de habitantes, vive em situação de rua. Mas o perfil do morador de rua atual não é mais representado pela figura do imigrante, geralmente negro, com pouca escolaridade e desempregado. Aliás, não há perfil homogêneo para traçar a população que vive nas ruas, como define Aldaíza Sposati, secretária de Serviço e Assistência Social do Município de São Paulo.
Apesar de fatores como demência, abandono, drogas e álcool serem responsáveis por levarem algumas pessoas à viverem nas ruas, segundo Aldaíza, a exclusão social e econômica ainda é a grande vilã. O tema foi amplamente debatido durante o Seminário Internacional “Rompendo a barreira da exclusão: populações de rua e políticas públicas”, realizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP, nesta última segunda-feira, 25/08.
Marcio Pochman, secretário da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade do Município de São Paulo, enfatizou que existe hoje um novo tipo de morador de rua, formado por pessoas que já tiveram carteira de trabalho assinada, foram chefes de família e são brancos. “Não é difícil também encontrar pessoas que falam uma segunda língua ou que têm diploma universitário”, lamenta.
Segundo Pochman, o atual modelo econômico neo-liberalista é perverso quando o assunto é exclusão social. “A vítima da exclusão social, inclusive aquela que acaba indo morar nas ruas, torna-se a culpada pelo seu desemprego. Para os padrões atuais, a pessoa está nessa situação porque não preparou para o mercado, porque não fez direito a lição de casa”, afirma.
Pior: para ele, esse mesmo modelo econômico “impede a inclusão social, principalmente pelo mercado de trabalho formal, que está em crise”, afirma.
Enquanto a situação não é apaziguada, tentativas de amenizar o problema dos moradores de rua pelo visto não faltam. Segundo Aldaíza Sposati, a prefeitura de São Paulo tem desenvolvidos programas de acolhimento e instalação de albergues em diferentes pontos da cidade.
Entretanto, os programas mais eficientes são aqueles que buscam a integração social dos moradores de rua por meio de projetos que incentivem a criação de cooperativas de trabalho. “Os catadores têm se mostrado uma maneira eficiente de prover pelo menos uma renda para os moradores de rua. O problema é a intervenção de terceiros que oferecem o serviço visando lucro próprio”, afirma Aldaíza.
Participaram também do debate o Dr. Gonzalo Vecina Neto, secretário da Saúde Pública do Município de São Paulo, além de representantes de organizações internacionais do Canadá, Japão, França e Estados Unidos envolvidos na questão.
Alcoolismo afeta 12% da população e dependência atinge 22,8 milhões.
Fonte:Diário de Pernambuco
Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que, de cada 20 brasileiros com mais de 18 anos, pelo menos três fazem uso abusivo do álcool.
Muito além da ansiedade, vergonha e impotência. No enredo do alcoolismo, que acomete 12% da população brasileira, o pior obstáculo é a negação. O caso do jogador Adriano, que de tão aclamado quando goleava pela Internazionale de Milão ganhou o apelido de Imperador, tem repercutido no país do futebol.
Com trajetória marcada tanto pela habilidade nos gramados quanto por confusões e noitadas, o atacante reacendeu as suspeitas sobre seus problemas com o álcool — externados publicamente por pessoas próximas — ao faltar aos treinos no Flamengo no último fim de semana. Os cerca de 40 milhões de torcedores do time se dividem entre classificar Adriano de irresponsável, exigindo sua expulsão, e defender que o jogador seja ajudado. Ao que tudo indica longe do fim, o drama do rapaz de 30 anos traz à tona a endemia do alcoolismo que devasta o país.
Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que, de cada 20 brasileiros com mais de 18 anos, pelo menos três fazem uso abusivo do álcool. Ou seja, bebem, numa mesma ocasião, quatro ou mais doses (no caso de mulheres) e cinco ou mais doses (para homens). Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com financiamento da Presidência da República constatou que 12% da população tem dependência da substância. São 22,8 milhões de pessoas, quase dez vezes a quantidade de moradores do Distrito Federal.
Um segundo levantamento da instituição está pronto para ser divulgado. E mostrará aumento das mulheres que bebem com muita frequência, de uma a sete vezes na semana, atualmente em 13%. As mortes são incontáveis, já que o álcool está por trás de acidentes de trânsito, brigas e suicídios. Só os transtornos mentais causados diretamente pela bebida matam cerca de 7 mil pessoas por ano. O número de afastamentos do trabalho por causa do álcool cresceu 10% entre 2009 e 2011, conforme dados da Previdência. Ano passado, mais de 13 mil pessoas perderam a capacidade, temporária ou definitivamente, de produção devido ao problema.
Assinar:
Postagens (Atom)




















